quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Quebra de sigilo: ligando os pontos


Ligando os pontos:

a) O "Zé" Serra (o Rei dos Dossiês, uma pessoa que muda de nome, que mente sobre programas que não criou, e tenta enganar as pessoas se associando a imagem do Lula) aparece chorando e acusando sem apresentar provas;

b) a mídia, sabidamente manipuladora, reproduz insistentemente um assunto secundário, que não diz respeito a propostas nem Programa de Governo;

c) o tal sigilo quebrado não está sendo usado pelo PT como argumento de campanha, e só o "Zé" tenta se beneficiar do episódio;

d) há fortes indícios de enriquecimento ilícito de tucanos, que será denunciado no livro "Os Porões da Privataria"; e

e) o "Zé" está despencando nas pesquisas, desesperado com a imagem do rabecão a carregar seu caixão político.

Que imagem aparece ao ligar os pontos? Manipulação! Fique atento, desconfie dos "fatos novos" às vésperas da eleição, pois os Demotucanos e a mídia tentarão fabricá-los como sempre fazem em todas as eleições desde a redemocratização.

"Zé" Serra, o Rei dos Dossiês

O brasileiro ainda paga muito caro por não gostar de política, pois acaba elegendo, com boa fé, pessoas de má fé. No entanto o cenário está se modificando aos poucos e cada vez mais as pessoas acompanham a política.

E quem acompanha a política acaba por concordar com o Ciro Gomes: "Serra numa campanha é garantia de baixaria". Todos sabem que quando o "Zé" Serra participa do processo sempre existem ataques abaixo da linha da cintura.

Como todos sabem disso muitos se previnem contra, se armando com os famosos dossiês. Todos sabem que o Serra produz, possui e usa dossiês o tempo inteiro, inclusive seus aliados são os que mais sabem disso:  "Zé" Serra é o Rei dos Dossiês.

Para quem duvida, veja o que até a Veja disse nas eleições de 2002:  http://veja.abril.com.br/200302/p_038.html

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pau que bate em Zé não bate em José

O desespero de José Serra é escandaloso, a ponto do candidato mudar de nome: Zé O tucano - que nunca havia utilizado "Zé", sempre "José" - se desespera para fazer parecer popular. Sua propaganda cita Lula e tenta tornar o candidato mais popular, coisa que nunca foi, mas deixa muito claro que os tucanos não se sentem à vontade em trajes populares, e o que acaba aparecendo é um candidato fake, uma caricatura de si próprio.

Ele gostaria de vender uma imagem para a elite, como mais técnico, mais estudado, mais preparado, e passar a imagem que o PT é formado por um bando de sindicalistas incompetentes. Mas a verdade factual não o deixa mentir, pois o Governo Lula foi competente, e isso é reconhecido por quase todos no país, excetuando aqueles que perderam o poder.

O ritmo nordestino utilizado no seu programa parece tão natural quanto o samba no pé do turista japones que desembarca no carnaval carioca. Também parece gringo no samba quando diz que tem origem humilde. Quando diz que o Brasil tem graves problemas na saúde, educação, segurança pública e drogas, parece ter amnésia em relação aos governos tucanos em SP, estado que enfrenta crise exatamente nestas questões.

E os tucanos ainda insistem em mentir e dizer que o José Serra criou o FAT, mas o verdadeiro José Serra aparece uma vez no programa eleitoral, quando fala em inglês na ONU, submisso, e não altivo como nosso Presidente que fala em português e é entendido por todos que sabem o que é pobreza, em qualquer língua, em qualquer parte do mundo. O verdadeiro José é aquele de manda a polícia descer o cassetete nos professores, mostrando que pau que bate em Zé não bate em José.

Mas o auge é o refrão do jingle que cita o Lula tentando confundir a população associando a sua imagem a de continuidade: "quando Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá...". Essa malandrisse dispensa comentários. Ao menos foi sincero quando disse que batalhou muito para se apresentar como candidato. Batalhou mesmo: contra Roseana Sarney, contra Aécio Neves, contra Alckmin, contra o DEM e contra todos seus aliados que apareceram no seu caminho. Também por isso foi abandonado à própria sorte pelos que deveriam ser seus aliados, e caminhará sozinho até outubro, talvez acompanhado somente pela imprensa.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

1º horário eleitoral noturno - comentários

PT: o horário eleitoral noturno recorreu muito mais ao Lula que o diurno: estratégia boa, mas talvez cansativa... parcimônia, estamos apenas no começo.

O diálogo de Lula com Dilma do Oiapoque ao Chui não poderia parecer natural, nunca. Me senti um bêbado com a câmera balançando de lá prá cá, e a paisagem mexendo ao fundo passou uma imagem de instabilidade. Não precisava desse "recurso moderno", pareceu muito apelativo, enjoativo e me atacou a labirintite.

A Dilma falou por um bom tempo olhando para um "suposto interlocutor" sem olhar para a câmera. A música do final não comunicou nada, não emocionou e pareceu apelativa. Erros do marqueteiro. Razoável, o diurno foi melhor.

PV: comunicou a mensagem, mas foi apelativo nas imagens. Parecia o apocalipse bíblico, só faltou a Marina se apresentar como o Gênesis. É um discurso de vanguarda, pena que o PV seja praticamente uma legenda de aluguel.

PSOL: faz tanto tempo que eu torço para ter um bom partido de esquerda no Brasil, mas ainda não chegou o tempo... O PSOL infelizmente insiste em ser um tipo especial de vanguarda: a ultrapassada. Camaradas... precisamos de propostas realistas, por favor. Sobre a corrupção, recomendo aos seus militantes a leitura de "Partidos Políticos" de Robert Michels, para entender que o problema não é de partido x ou y, mas do sistema político "democrático".

O programa dos tucanos eu perdi, mas o diurno foi muito falso. Amanhã comento os dois juntos.

Outros: alguns marcam posição, e todos pareceram estelionatários políticos. Sem mais comentários...

Proporcional: não dá para assistir... Exceto quando o partido pede votos para a legenda, e olhe lá...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Serra não registra programa de governo. Impugnação?

O TSE deveria impugnar o registro da candidatura do conservador José Serra, por não ter apresentado as diretrizes do seu programa de governo como exige a regra eleitoral. No seu lugar foram entregues dois discursos proferidos pelo candidato em eventos partidários. A distinção entre discurso e programa de governo é clara e pacífica.

Em um movimento sincronizado a candidatura conservadora e imprensa se esforçam para criar "fatos" favoráveis e esconder o que não interessa. Enquanto o candidato Serra propagandeia que Dilma trocou seu programa eleitoral, a imprensa repercute com estardalhaço o discurso do candidato. No entanto nada é noticiado sobre o fato da candidatura Serra ter descumprido a exigência legal de apresentar o seu programa de governo. Cortina de fumaça, a mesma tática do "dossiê" que nunca existiu.

Em uma sucessão de equívocos, a campanha usa como bordão o preparo do candidato e sua capacidade de planejar, mas não tem sequer um programa de governo a apresentar. O fato demonstra a incapacidade do campo político conservador em elaborar uma proposta política que contenha um projeto de nação para o Brasil.

O País, que almeja assumir um papel de negociador no cenário internacional, mereceria ter uma democracia mais robusta, com debate mais franco e propositivo entre suas forças políticas, para que ficasse clara a possibilidade de escolha entre caminhos políticos distintos. A proposta da centro-esquerda está posta: crescimento sustentável com justiça social; sem propostas próprias o campo conservador, tenta se apropriar da proposta alheia e dizer que é sua.

A ausência das diretrizes do programa de governo do Serra não é um deslise ou uma falha, mas sim um sintoma da doença que atinge a direita nativa: sua redução a um amontoado de caciques com discursos sem propostas, com manobras táticas sem estratégia. A campanha Tucana sinaliza à esquerda e vira à direita. Afirma que vai continuar tudo igual, mas que tudo vai mudar.

Sem programa e sem estratégia, sua tática é arriscada, pois tenta sustentar a candidatura afirmando ao mesmo tempo duas coisas distintas: que o Governo Lula é bom, e que o Governo Lula é ruim. Ao tentar confundir a todos, confunde inclusive os seus próprios seguidores, planta desconfiança entre suas fileiras e os obriga a lançar mão da calúnia e do preconceito como argumento eleitoral.

O campo conservador se acostumou a manter o poder através de truques eleitorais com apoio da mídia. No entanto esta técnica perdeu sua eficácia absoluta, hoje precisam enfrentar um Mister M digital. Os tempos de conforto do exercício do poder absoluto os deixaram mal acostumados e destreinados, e hoje assistem o seu poder tradicional se dissolvendo lentamente, enquanto chafurdam nas redações atrás de um projeto para o país.

Nestas circunstâncias embaraçosas para tucanos e aliados, parece até ser um luxo a candidatura petista ter dois ou mais programas disponíveis para registrar. Por solidariedade poderia emprestar um deles aos tucanos, para tentar elevar o nível do debate político no país.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Oposição sem rumo

A direita conservadora está em crise no Brasil. Os conservadores do país se envergonham de sê-lo, e negam também que são de direita reafirmando o bordão pós queda do muro de Berlim, de que não existe mais direita nem esquerda. No entanto este bordão só é repetido pela direita, pois as esquerdas se orgulham de continuar sendo esquerda.

A antiga vantagem atribuída a direita de ser sempre unida, enquanto a esquerda sempre se divide, talvez não seja mais tão válida quanto foi um dia, pois hoje as esquerdas continuam divididas, mas a direita começa a apresentar rachaduras indeléveis.

Parte do seu público cativo, a elite e o empresariado, estão hoje contentes com o governo de centro-esquerda e não encontram muitas vantagens em continuar apoiando o discurso conservador, pois passaram a acreditar que esses trazem mais risco ao país do que aqueles. Neste movimento muitos políticos de centro foram atraídos para o campo governista com o objetivo de desfrutar das vantagens inerentes.

Com a dificuldade da direita em manter seus quadros e atrair novos, manter a atualidade do seu discurso e tecer alianças, o seu rumo político passou a ser errático e pavloviano: só agem de maneira condicionada a repercussão dos seus atos. E como a grande imprensa é parte integrante da direita conservadora, as repercussões são distorcidas e viciadas, tornando-se uma referência móvel. A grande mídia divide-se entre manter o otimismo da campanha e mandar recados avisando a oposição sobre seus erros gritantes, confundindo-os.

A própria elite política de direita não se junta mais como antes, pois estão envergonhados um dos outros, e isso se torna mais evidente na relação PSDB e DEM, pois o primeiro está obviamente com vergonha do segundo, principalmente devido a corrupção do DF. O PSDB ainda se envergonha do governo Yeda no RS, e os candidatos locais se envergonham de estarem ao lado de um provável perdedor, o Serra. Todos estão se evitando, como evitam o FHC em atos públicos.

A dificuldade na escolha do vice revelou uma grande deficiência na sua capacidade de articulação política. Os "vai e vens" constantes deixam claro que os movimentos são táticos e não estratégicos, e que os líderes políticos da oposição estão perdidos, à deriva. A falta de habilidade na condução do processo é latente, chegando ao amadorismo dar a tarefa ao Roberto Jeferson de anunciar o vice fake Álvaro Dias, que ficou apenas alguns dias como vice. Agora o Indio da Costa (DEM/RJ) foi escolhido para vice, pelo DEM do RJ, para sobrar uma vaga na Câmara para Rodrigo Maia, que corria o risco de ser um cacique sem índio.

A forma desastrosa como foi conduzida a escolha do vice Demo-Tucano antecipa o desestre que seria a articulação política caso fossem eleitos. Em resumo a direita está sem rumo. Não se assume como direita, se envergonha dos seus pares, dos seus governos e das suas bandeiras históricas. Neste momento nem os conservadores se sentem seguros de votar na direita nativa.

Eleições 2010

Eu apóio Dilma para Presidente

Em São Paulo
  • Mercadante - Governador
  • Marta - Senadora
  • Paulo Teixeira - Deputado Federal
  • Simão Pedro - Deputado Estadual

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cadê o vice?

terça-feira, 29 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dossiê: para a mídia gato tucano é sempre lebre

Agora livro virou dossiê! No mundo encantado da mídia gato tucano é sempre lebre

O livro “Os porões da privataria” do jornalista Amaury Ribeiro Jr surgiu de uma pesquisa de muitos anos. O Jornalista - contratado do Estado de Minas, jornal aliado ao Aécio Neves - foi designado para levantar informações contra o Serra a fim de abastecer a briga interna do PSDB. Quando a briga tucana arrefeceu o jornalista foi dispensado da tarefa, e com o material levantado resolveu escrever um livro.

Ou seja, o livro que está arrepiando as penas tucanas foi chocado em seus próprios ninhos. Tamanha é a preocupação dos tucanos com o livro que eles resolveram partir para a tática do ataque como melhor defesa. Para atenuar o impacto convocaram a grande mídia para afirmar insistentemente que o tal livro seria um "dossiê" comprado pela campanha da Dilma. Estratégia: repetir mil vezes uma mentira até que se torne uma verdade.

A campanha tucana está desesperada, pois não para de cair nas pesquisas Morro abaixo. O livro causa estresse não por suas novidades, mas por organizar didaticamente informações já conhecidas sobre o processo de privatizações, e os benefícios diretos concedidos à elite política tucana e seus familiares. Claro que os parentes do Serra, filha, genro e primo, estão entre os "supostos" beneficiados.

Para a campanha do Serra a maneira encontrada de minimizar o impacto do livro-bomba (ou livro-lebre) foi acusar o PT de montá-lo por meio de espionagem. Ilusionismo midiático: distrair a atenção das pessoas com factóides para ocultar um truque. Assim se tenta criar uma cortina de fumaça com dupla funcionalidade: fazer com que as pessoas não prestem atenção no livro; e caluniar o PT e a campanha da Dilma. A mídia e oposição (essa "gente que mente"?), querem nos vender este gato como se lebre fosse. Não compro!


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Israel ataca ajuda humanitária

Veja abaixo vídeo com imagens do ataque de Israel a barcos de ajuda humanitária. A imprensa israelense fala em 16 mortos e dezenas ou centenas de feridos.


Israel não age como quem quer a paz. Este ataque ocorreu um dia antes do encontro entre os presidentes dos EUA e de Israel. Este tipo de operação não foi um fato isolado, foi planejado e autorizado.

Meses atrás Israel anunciou a construção de novos assentamentos na Jerusalém Palestina um dia antes do encontro com um emissário americano.

Estes atos são deliberados e são recados muito claros de Israel para o mundo sobre sua disposição beligerante e sua capacidade de aprofundar conflitos.

Já passou da hora da comunidade internacional se manifestar de maneira clara e contundente contra a ação militar Israelense.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Serra, o gênio da diplomacia

Serra, depois de provocar mal estar entre Argentinos, Uruguaios e Paraguaios afirmando que o Mercosul "é uma farsa", resolveu mostrar para o eleitor como é um gênio da diplomacia. Afirmou que "A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia. O governo boliviano é cúmplice disso."

O Governo da Bolívia reagiu, claro. Disse o ministro da Presidência da Bolívia, Oscar Antezana: "Isso não me parece correto, cabível. Se ele sabe algo, que diga o que sabe e siga os trâmites legais para fazer a denúncia. Se não fizer, ele é que é o cúmplice". E agora José? Na política externa não se admite acusações sem provas, pois estas costumam ser usadas como estopim para se fazer uma guerra.

Se Serra, por um acidente, virasse presidente, já começaria colecionando as trapalhadas diplomáticas desde a campanha. Ou ele acha que os vizinhos esquecerão suas palavras por terem sido ditas "no calor da campanha"? A campanha nem esquentou ainda e as pérolas do candidato da direita já abundam. É uma vergonha para o Brasil.

No primeiro momento de sua estabanada tática diplomática Serra afirmou que: "A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso. Quem tem que enfrentar essa questão? O governo federal."

Era uma tentativa de dizer que o governo federal não age. Mas como o governo federal vai "enfrentar esta questão", se o "Governo Boliviano é cúmplice" do narcotráfico? Será que Serra entendeu que está propondo que o Brasil enfrente a Bolívia? Será que percebeu que está afirmando que o Estado Boliviano é cúmplice de crimes?

A diplomacia e a força são as duas únicas vias para "enfrentar" um outro país. Se Serra esperasse ser um presidente diplomático já teria começado muito mal: criando embaraço. Considerando o jeito que age, ele parece não esperar ser presidente de fato, ou pelo menos não um presidente inteligente. Mas, caso o Serra fosse irresponsavelmente eleito, e pretendesse usar a força, já teria começado bem: com acusações sem prova. Como Bush contra o Iraque e o Afeganistão.

Em um segundo momento, já percebendo que poderia ter protagonizado outra gafe internacional, afirmou que o governo boliviano faz "corpo mole". Amenizou o tom, passando o governo boliviano de cúmplice a leniente. Quando refletiu mais um pouco sobre a gravidade de sua genialidade, resolveu afirmar que o que disse não era motivo para incidente diplomático: "Por quê? A melhor coisa diplomática é o governo da Bolívia passar a combater ativamente a entrada de cocaína no Brasil, não apenas o Brasil combater". Ah, então quer dizer que o governo federal está combatendo, fazendo o seu papel?

Que confusão! Esta confusão toda é porque Serra está perdido, porque não para de cair nas pesquisas. Está querendo aparentar ser firme para ver se reverte o quadro, e se para isso tiver que criar conflitos com os países vizinhos, tudo bem... afinal o que são estes povos perto do seu projeto particular de poder? Mas acredito que o Brasil dará mostras de sua maturidade política e da responsabilidade do seu povo, e derrotará nas urnas o candidato da oposição. Demonstrará que não dá lastros à políticos gananciosos, destes que não hesitam em colocar seu projeto pessoal de poder acima da nação e dos povos vizinhos.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Serra é preconceituoso ou mal informado?


Será que o Serra falou sério sobre os porquinhos, ou brincou sobre os chineses?

sábado, 24 de abril de 2010

Serra: o vizinho desagradável

Serra disse sobre o Mercosul: “não tem sentido carregar o Mercosul”, "é uma farsa” e "uma barreira para que o Brasil possa fazer acordos comerciais". E ainda: "Vai fazer um acordo ... tem que levar os outros quatro países. Isso dificulta os acordos de livre comércio pelo mundo afora".

Ao criticar o Mercosul serra demonstrou que: ou a) suas opções ideológicas, divergentes das de esquerda, não primam pela integração regional, ou que b) sua comemorada "experiência em campanhas" não evita gafes internacionais.

As duas demonstrações são esclarecedoras. Se Serra tentar consertar o que disse, dizer que agora ele vai "melhorar" o Mercosul, porque com Lula é "muito ruim", ele vai deixar claro que sua estratégia de campanha é a falsidade, a mentira. Quando ele diz que vai "melhorar" as coisas, na verdade ele gostaria de dizer que vai mudar tudo, mas não tem coragem. E mente porque sabe que se dissesse a verdade seria derrotado.

Se Serra não cometeu um deslise, mas sim deu uma declaração que ele não tentará consertar depois, esta posição demonstra claramente qual o projeto que ele e os tucanos tem para o Brasil: um país que despreza dos vizinhos, que os considera como pesos a serem carregados, e que prefere acordos bilaterais com as potências. De preferência um acordo Caracu com os EUA...

Eu creio que foi um misto dos dois: ele disse o que pensa realmente, e depois percebeu que não pode sair dizendo qualquer coisa por aí. Ele, seus assessores próximos, seus torcedores e fiéis eleitores, perceberam que o Serra não é tão preparado como julga ser. Se fosse, já começaria a se comportar como presidente antes mesmo de vir a ser, pois se ele fosse eleito já começaria em dificuldades e tendo que se explicar com os vizinhos.

O fato dele se comportar como mero candidato mostra que ele não pensa como presidente, que ele não pensa nas conseqüências diplomáticas do que diz. Caso não seja isso, mostra que ele é uma pessoa profundamente insensível, que está preparado para agir como cão de guarda das elites nacionais (e yankes) e que isso ultrapassa qualquer sentimento de respeito ao próximo.

De qualquer maneira, Serra mostrou sua cara, atraiu a desconfiança dos vizinhos e plantou insegurança entre seus seguidores, que perceberam seu despreparo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Globo reforça slogan do Serra com mensagens subliminares

A Globo está veiculando uma vinheta comemorando seus 45 anos. Como sabemos a Globo é especialista em manipulação e mensagens subliminares. Neste caso as coincidências são escandalosas demais para serem meras.

Assista à vinheta abaixo. Lembro aos incautos que o slogan do Serra para esta campanha é: "O Brasil pode mais"




A frase "Brasil muito mais" seguida de "é a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais".

E ainda tem "mais", aliás, palavra repetida 7 vezes em apenas 30 segundos:
"com muito mais vontade de querer ainda mais qualidade"
"todos queremos mais, educação, saúde e, é claro, amor e paz"

É uma associação insistente, que termina com o logo da Globo acompanhada do número 45, reproduzindo a disposição do logo do PSDB, como podemos ver na imagem abaixo.








Será mera coincidência?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mídia e a oposição política - PSDB o partido das Massas Cheirosas

A FSP parece estar muito disposta a enterrar o restinho de sua credibilidade nestas eleições. Largou na frente de todos os outros veículos engajados na campanha do Serra, e promete protagonizar momentos históricos, que serão usados como exemplos emblemáticos da mídia partidarizada e parcial nos cursos de jornalismo.

O vídeo abaixo é um ótimo concorrente ao Troféu Imprensa Vendida 2010. Mas acredito que outros concorrentes mais fortes virão, apesar da Catanhêde ser uma forte concorrente na categoria "Torcida Organizada".



Sorte que a Folha, Estadão, O Globo, Veja, entre outros estão se transformando em publicações de nicho ideológico: só compra quem já concorda. A TV Globo ainda permanece como o maior desafio, pois alcança o grande público. No entanto seu poder de convencimento está cada vez menor, pois está perdendo audiência e credibilidade ao longo do tempo.

Bem, é mister dizer que o Governo Lula não trabalhou para democratização das comunicações e manteve como Ministro das Comunicações um aliado da Globo. Alimentou os Aligators todo este tempo com fartas verbas publicitárias.

Apesar de preferirem a carne dada pela direita, mais cheirosa, não negam a carne com cheiro de povo e gosto de centro-esquerda. Mas ultimamente só pensam em comer a mão do tratador.

sábado, 10 de abril de 2010

FSP - Folha de SP ou Força Serra Presidente?

É difícil distinguir a home do portal da Folha de hoje (Sab. 10) da home site do PSDB. O jornal deu corbertura completa ao lançamento da candidatura do Serra e nenhuma chamada sobre o encontro petista no ABC.

Cobriu mais parcialmente o encontro que os próprios tucanos, dando uma mostra clara que a mídia no Brasil tem partido. Tem partido não, É um partido, e de oposição. Um partido do atraso, do entreguismo.

Nesta eleição teremos que novamente derrotar a mídia para fazer o país não parar de avançar, para não entregar nossas riquezas ao capital externo, para continuar como uma nação altiva, ativa e criativa.

Mãos à obra!

sábado, 12 de dezembro de 2009

O mito da tecnologia

Joseph Campbell sampleado do DVD "O poder do Mito"

"Não deixo de pensar que o computador tem a sua própria personalidade. Ele me dá respostas e se comporta de uma maneira imprevisível. É uma máquina quase viva. Eu poderia transformá-la em um mito. Na máquina eu identifiquei um deus que me pareceu um Deus do Velho Testamento, com um monte de regras e nenhuma compaixão. Há uma hierarquia de anjos, todos nas placas, e os condutores são um milagre.

Com meu computador tive uma revelação sobre a mitologia. No software há um conjunto de sinais, que levam a realização de um objetivo. Uma vez que você digitou um termo, se começa a brincar com sinais que pertencem a outros sistemas. O código exige que você use certos termos. Assim também é na mitologia. Cada religião é uma espécie de software, que tem o seu próprio conjunto de sinais e funciona.

O mito encorpora a máquina. Nós ainda não temos uma mitologia que incorpore o computador. Os novos poderes estão sendo surpreendentemente anunciados por meio daquilo que as máquinas podem fazer. Ainda vai levar um tempo até podermos ter uma mitologia. Estamos vivendo sem mitos.

A função básica do mito é abrir o mundo para a dimensão do mistério. Se você perde isso, fica sem uma mitologia para perceber o mistério subjacente a todas as formas. O mito tem uma funções cosmológicas, sociológicas e pedagógicas."

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Reforma política já! Pelo Financiamento público de campanha

O que significa o escândalo Arruda? Generalizações como "político não presta, é tudo farinha do mesmo saco", ou "brasileiro é corrupto por natureza" são preconceitos e não revelam a realidade. Temos que admitir que nosso sistema político contém equívocos gravíssimos. O escândalo Arruda significa que o sistema político está falido, esgotado, defasado, obsoleto e bugado.

Na democracia burguesa as eleições funcionam como um mercado de votos, financiado majoritariamente por empresas, cujo principal produto é a comunicação política. Se temos uma classe política predatória do interesse público, refletimos a má qualidade do nosso voto e também do nosso sistema político. O escândalo Arruda nos mostra que a eleição de uma classe política melhor e mais comprometida com os problemas sociais só é possível com uma reforma política que adote o financiamento público de campanha, entre outras providências.

O financiamento privado de campanha aprisiona os políticos aos seus financiadores, pois campanhas futuras demandarão novos financiamentos. Restrição análoga a um veículo de comunicação que não dá enfase em denúncias contra seus grandes anunciantes. No Brasil somente as empresas e os empresários possuem recursos suficientes para financiar campanhas políticas, estabelecendo um elo próximo entre as duas cadeias produtivas, da política e da comunicação.

Perguntemos: qual o interesse de uma empresa em financiar a política? Listamos abaixo alguns motivos que levariam um empresário a doar dinheiro a um partido e/ou candidato:
a) acredita no projeto político do partido/candidato
b) acredita que seu setor será beneficiado com a implementação da política defendida pelo partido/candidato
c) é amigo ou conhecido do candidato ou dos dirigentes partidários
d) tem expectativa de obter mais contratos com o governo

A associação entre lucro e crime infelizmente é um fato. De maneira hipócrita as pessoas fingem não saber nada sobre sonegação, caixa 2, propina, fraude, falsificação, cartel, espionagem, entre outros recursos, que são cotidianos e recorrentes no mundo dos negócios. Vale lembrar o escândalo Enron e tantos outros. Também podemos olhar para as opções acima e afirmar que as empresas doam mais pelos motivos a) ou b), os que aparentam nobreza, mas sabemos que os motivos c) e d) são mais freqüentes, sendo o d) criminoso.

Proposta: financiamento misto de campanha, estatal, público e privado. O Fundo Estatal contaria com recursos do orçamento da união, limitado a um percentual da arrecadação. Um fundo público e não estatal geriria as doações corporativas, com critérios claros e transparência. Pessoas físicas poderiam doar para campanhas, limitadas em valores razoáveis e compatíveis com um país que ainda convive com a fome.

O acesso ao fundo estatal seria proporcional para os partidos e paritário para os candidatos. O fundo público poderia ser distribuído, por exemplo: 50% destinado ao acesso paritário, 30% para causas e temáticas e 20% para coligações. O doador corporativo indicaria para quais causas pretende destinar sua doação e os políticos associados às causas acessariam os respectivos fundos temáticos. Deve ser estabelecido um número máximo de causas por doador e por político. O fundo destinado à coligação seria acessado diretamente.

Os doadores individuais poderiam contribuir diretamente para as campanhas em valores razoáveis e limitados, de maneira que a soma de diversas doações individuais possa vir a representar um valor expressivo, mas uma única doação não. Claro, deve ser proibida a doação de recursos através de terceiros, ou o repasse de doações.

Por fim, deveriam ser proibidas campanhas milhonárias, com valores exorbitantes, e o próprio eleitor deveria ver nisso mal indício. Seria prudente desconfiar das campanhas muito ricas: não existe almoço grátis. Já passou da hora de realizarmos uma corajosa reforma política. O Brasil merece esta gentileza do seu povo, da sua classe política e da sua elite econômica.

Mas para isso é necessária uma grande mobilização política e legislativa, que poderia ser alcançada por uma assembléia nacional constituinte. Caso contrário o espírito corporativista do congresso falará mais alto e uma reforma política ficaria refém dos interesses dos parlamentares de se reelegerem novamente e dos seus atuais financiadores: ou seja, nada mudaria de fato.

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