Como nos EUA o Serra quer ter o direito de fazer, ter e usar armas de destruição em massa e, apesar disso, acusa sem provas os desafetos de tê-las e se sente no direto de atacá-los "preventivamente".
Ué, já vi esse filme antes... E não é por acaso que se assemelha com a invasão do Iraque, é simplesmente porque a extrema direita americana e a brasileira são bem parecidas mesmo: mentem e manipulam a opinião pública.
Apresentam ilações e acusações sem prova e a mídia aliada dissemina como se fosse uma verdade escandalosa de maneira insistente e exaustiva.
O ataque defensivo de Serra tem dois objetivos: desviar a campanha do debate político e de programa de governo, talvez porque não tenha um; e armar uma cortina de fumaça para a verdade sobre o enriquecimento ilícito de pessoas da sua família ligadas a ele.
Você topa ser manipulado desta maneira?
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Zé Serra, o estelionatário Político
Nesta campanha o "Zé" está abusando do estelionato político: obtendo vantagens em prejuízo alheio induzindo pessoas ao erro através de ardil.
Mudou de nome de José Serra para "Zé" Serra, para parecer um popular, se associa à imagem de Lula prometendo continuidade, mente dizendo que criou o FAT, Seguro Desemprego e o Bolsa Família.
No entanto as pessoas hoje tem mais acesso às informações e abundam pela internet desmentidos sobre a paternidade do FAT, Seguro Desemprego, Bolsa Família, todo mundo sabe que ele é oposição e que sempre se chamou de José Serra, e não de "Zé" Serra.
Mudou de nome de José Serra para "Zé" Serra, para parecer um popular, se associa à imagem de Lula prometendo continuidade, mente dizendo que criou o FAT, Seguro Desemprego e o Bolsa Família.
No entanto as pessoas hoje tem mais acesso às informações e abundam pela internet desmentidos sobre a paternidade do FAT, Seguro Desemprego, Bolsa Família, todo mundo sabe que ele é oposição e que sempre se chamou de José Serra, e não de "Zé" Serra.
Quebra de Sigilo. Sigilo o quê? A opinião do povo e a opinião da mídia...
Preciso confessar: violei o sigilo da conversa duas senhoras na fila do banco. Não consegui resistir e prestei atenção na conversa delas sobre política. Vou reproduzir um trecho o diálogo, com alguma imprecisão:
• O que você acha dessa história de quebra de sigilo?
• Você já declarou Imposto de Renda alguma vez na vida?
• Não
• Então.. nem eu. Todo mundo sabe que eu sou pobre, não preciso esconder isso de ninguém, não preciso de sigilo nenhum. Esse tal de sigilo sempre esconde bandido, ladrão, e depois eles vem falar que é pra proteger a gente. Pobre não precisa disso não, eu não caio nessa.
• Em quem você vai votar?
• Vou votar na Dilma, é claro. Minha vida melhorou, todo mundo da minha família tá empregado, as crianças estão na escola, não falta comida boa e nós conseguimos comprar um monte de coisas lá pra casa.
• É, eu também tô achando o voto mais certo
É necessário dizer que o direito ao sigilo é um direito à privacidade, que todos devem ter esse direito preservado, seja de rico ou seja de pobre, não deve ser violado. Reproduzo este diálogo captado através das ondas sonoras em local público não para endossar alguma opinião, mas sim por considerar que é representativo da opinião popular.
E é a respeito disso, da opinião popular, que o PSDB e a grande mídia estão demonstrando nada entenderem. E também não estão entendendo que sua influência e seu poder de causar "efeito dominó na opinião pública" não é mais o mesmo. Quanto eles tentam usar seus super-poderes e eles falham, ficam irritados e indignados, como os reis e suas cortes devem ter se sentido em relação ao surgimento da república.
Um tempo atrás o que se publicava nos jornais, e principalmente o que se mostrava na TV, formava a "opinião pública", que era reproduzida pelos "formadores de opinião" às pessoas menos instruídas e o efeito em cascata acontecia, conferindo uma desproporcional influência os meios de comunicação sobre o processo político. O país está mudando e as pessoas também, que hoje possuem mais opinião própria e, apesar de continuar assistindo TV, já não acreditam em tudo que ouvem. Consomem um pouco mais criticamente.
• O que você acha dessa história de quebra de sigilo?
• Você já declarou Imposto de Renda alguma vez na vida?
• Não
• Então.. nem eu. Todo mundo sabe que eu sou pobre, não preciso esconder isso de ninguém, não preciso de sigilo nenhum. Esse tal de sigilo sempre esconde bandido, ladrão, e depois eles vem falar que é pra proteger a gente. Pobre não precisa disso não, eu não caio nessa.
• Em quem você vai votar?
• Vou votar na Dilma, é claro. Minha vida melhorou, todo mundo da minha família tá empregado, as crianças estão na escola, não falta comida boa e nós conseguimos comprar um monte de coisas lá pra casa.
• É, eu também tô achando o voto mais certo
É necessário dizer que o direito ao sigilo é um direito à privacidade, que todos devem ter esse direito preservado, seja de rico ou seja de pobre, não deve ser violado. Reproduzo este diálogo captado através das ondas sonoras em local público não para endossar alguma opinião, mas sim por considerar que é representativo da opinião popular.
E é a respeito disso, da opinião popular, que o PSDB e a grande mídia estão demonstrando nada entenderem. E também não estão entendendo que sua influência e seu poder de causar "efeito dominó na opinião pública" não é mais o mesmo. Quanto eles tentam usar seus super-poderes e eles falham, ficam irritados e indignados, como os reis e suas cortes devem ter se sentido em relação ao surgimento da república.
Um tempo atrás o que se publicava nos jornais, e principalmente o que se mostrava na TV, formava a "opinião pública", que era reproduzida pelos "formadores de opinião" às pessoas menos instruídas e o efeito em cascata acontecia, conferindo uma desproporcional influência os meios de comunicação sobre o processo político. O país está mudando e as pessoas também, que hoje possuem mais opinião própria e, apesar de continuar assistindo TV, já não acreditam em tudo que ouvem. Consomem um pouco mais criticamente.
Quebra de sigilo: ligando os pontos
Ligando os pontos:
a) O "Zé" Serra (o Rei dos Dossiês, uma pessoa que muda de nome, que mente sobre programas que não criou, e tenta enganar as pessoas se associando a imagem do Lula) aparece chorando e acusando sem apresentar provas;
b) a mídia, sabidamente manipuladora, reproduz insistentemente um assunto secundário, que não diz respeito a propostas nem Programa de Governo;
c) o tal sigilo quebrado não está sendo usado pelo PT como argumento de campanha, e só o "Zé" tenta se beneficiar do episódio;
d) há fortes indícios de enriquecimento ilícito de tucanos, que será denunciado no livro "Os Porões da Privataria"; e
e) o "Zé" está despencando nas pesquisas, desesperado com a imagem do rabecão a carregar seu caixão político.
Que imagem aparece ao ligar os pontos? Manipulação! Fique atento, desconfie dos "fatos novos" às vésperas da eleição, pois os Demotucanos e a mídia tentarão fabricá-los como sempre fazem em todas as eleições desde a redemocratização.
"Zé" Serra, o Rei dos Dossiês
O brasileiro ainda paga muito caro por não gostar de política, pois acaba elegendo, com boa fé, pessoas de má fé. No entanto o cenário está se modificando aos poucos e cada vez mais as pessoas acompanham a política.
E quem acompanha a política acaba por concordar com o Ciro Gomes: "Serra numa campanha é garantia de baixaria". Todos sabem que quando o "Zé" Serra participa do processo sempre existem ataques abaixo da linha da cintura.
Como todos sabem disso muitos se previnem contra, se armando com os famosos dossiês. Todos sabem que o Serra produz, possui e usa dossiês o tempo inteiro, inclusive seus aliados são os que mais sabem disso: "Zé" Serra é o Rei dos Dossiês.
Para quem duvida, veja o que até a Veja disse nas eleições de 2002: http://veja.abril.com.br/200302/p_038.html
E quem acompanha a política acaba por concordar com o Ciro Gomes: "Serra numa campanha é garantia de baixaria". Todos sabem que quando o "Zé" Serra participa do processo sempre existem ataques abaixo da linha da cintura.
Como todos sabem disso muitos se previnem contra, se armando com os famosos dossiês. Todos sabem que o Serra produz, possui e usa dossiês o tempo inteiro, inclusive seus aliados são os que mais sabem disso: "Zé" Serra é o Rei dos Dossiês.
Para quem duvida, veja o que até a Veja disse nas eleições de 2002: http://veja.abril.com.br/200302/p_038.html
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Pau que bate em Zé não bate em José
O desespero de José Serra é escandaloso, a ponto do candidato mudar de nome: Zé O tucano - que nunca havia utilizado "Zé", sempre "José" - se desespera para fazer parecer popular. Sua propaganda cita Lula e tenta tornar o candidato mais popular, coisa que nunca foi, mas deixa muito claro que os tucanos não se sentem à vontade em trajes populares, e o que acaba aparecendo é um candidato fake, uma caricatura de si próprio.
Ele gostaria de vender uma imagem para a elite, como mais técnico, mais estudado, mais preparado, e passar a imagem que o PT é formado por um bando de sindicalistas incompetentes. Mas a verdade factual não o deixa mentir, pois o Governo Lula foi competente, e isso é reconhecido por quase todos no país, excetuando aqueles que perderam o poder.
O ritmo nordestino utilizado no seu programa parece tão natural quanto o samba no pé do turista japones que desembarca no carnaval carioca. Também parece gringo no samba quando diz que tem origem humilde. Quando diz que o Brasil tem graves problemas na saúde, educação, segurança pública e drogas, parece ter amnésia em relação aos governos tucanos em SP, estado que enfrenta crise exatamente nestas questões.
E os tucanos ainda insistem em mentir e dizer que o José Serra criou o FAT, mas o verdadeiro José Serra aparece uma vez no programa eleitoral, quando fala em inglês na ONU, submisso, e não altivo como nosso Presidente que fala em português e é entendido por todos que sabem o que é pobreza, em qualquer língua, em qualquer parte do mundo. O verdadeiro José é aquele de manda a polícia descer o cassetete nos professores, mostrando que pau que bate em Zé não bate em José.
Mas o auge é o refrão do jingle que cita o Lula tentando confundir a população associando a sua imagem a de continuidade: "quando Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá...". Essa malandrisse dispensa comentários. Ao menos foi sincero quando disse que batalhou muito para se apresentar como candidato. Batalhou mesmo: contra Roseana Sarney, contra Aécio Neves, contra Alckmin, contra o DEM e contra todos seus aliados que apareceram no seu caminho. Também por isso foi abandonado à própria sorte pelos que deveriam ser seus aliados, e caminhará sozinho até outubro, talvez acompanhado somente pela imprensa.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
1º horário eleitoral noturno - comentários
PT: o horário eleitoral noturno recorreu muito mais ao Lula que o diurno: estratégia boa, mas talvez cansativa... parcimônia, estamos apenas no começo.
O diálogo de Lula com Dilma do Oiapoque ao Chui não poderia parecer natural, nunca. Me senti um bêbado com a câmera balançando de lá prá cá, e a paisagem mexendo ao fundo passou uma imagem de instabilidade. Não precisava desse "recurso moderno", pareceu muito apelativo, enjoativo e me atacou a labirintite.
A Dilma falou por um bom tempo olhando para um "suposto interlocutor" sem olhar para a câmera. A música do final não comunicou nada, não emocionou e pareceu apelativa. Erros do marqueteiro. Razoável, o diurno foi melhor.
PV: comunicou a mensagem, mas foi apelativo nas imagens. Parecia o apocalipse bíblico, só faltou a Marina se apresentar como o Gênesis. É um discurso de vanguarda, pena que o PV seja praticamente uma legenda de aluguel.
PSOL: faz tanto tempo que eu torço para ter um bom partido de esquerda no Brasil, mas ainda não chegou o tempo... O PSOL infelizmente insiste em ser um tipo especial de vanguarda: a ultrapassada. Camaradas... precisamos de propostas realistas, por favor. Sobre a corrupção, recomendo aos seus militantes a leitura de "Partidos Políticos" de Robert Michels, para entender que o problema não é de partido x ou y, mas do sistema político "democrático".
O programa dos tucanos eu perdi, mas o diurno foi muito falso. Amanhã comento os dois juntos.
Outros: alguns marcam posição, e todos pareceram estelionatários políticos. Sem mais comentários...
Proporcional: não dá para assistir... Exceto quando o partido pede votos para a legenda, e olhe lá...
O diálogo de Lula com Dilma do Oiapoque ao Chui não poderia parecer natural, nunca. Me senti um bêbado com a câmera balançando de lá prá cá, e a paisagem mexendo ao fundo passou uma imagem de instabilidade. Não precisava desse "recurso moderno", pareceu muito apelativo, enjoativo e me atacou a labirintite.
A Dilma falou por um bom tempo olhando para um "suposto interlocutor" sem olhar para a câmera. A música do final não comunicou nada, não emocionou e pareceu apelativa. Erros do marqueteiro. Razoável, o diurno foi melhor.
PV: comunicou a mensagem, mas foi apelativo nas imagens. Parecia o apocalipse bíblico, só faltou a Marina se apresentar como o Gênesis. É um discurso de vanguarda, pena que o PV seja praticamente uma legenda de aluguel.
PSOL: faz tanto tempo que eu torço para ter um bom partido de esquerda no Brasil, mas ainda não chegou o tempo... O PSOL infelizmente insiste em ser um tipo especial de vanguarda: a ultrapassada. Camaradas... precisamos de propostas realistas, por favor. Sobre a corrupção, recomendo aos seus militantes a leitura de "Partidos Políticos" de Robert Michels, para entender que o problema não é de partido x ou y, mas do sistema político "democrático".
O programa dos tucanos eu perdi, mas o diurno foi muito falso. Amanhã comento os dois juntos.
Outros: alguns marcam posição, e todos pareceram estelionatários políticos. Sem mais comentários...
Proporcional: não dá para assistir... Exceto quando o partido pede votos para a legenda, e olhe lá...
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Heródoto Barbeiro foi demitido do Roda Viva após fazer pergunta ao Serra sobre pedágios
Democrático isso, não é José Serra?
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Serra não registra programa de governo. Impugnação?
O TSE deveria impugnar o registro da candidatura do conservador José Serra, por não ter apresentado as diretrizes do seu programa de governo como exige a regra eleitoral. No seu lugar foram entregues dois discursos proferidos pelo candidato em eventos partidários. A distinção entre discurso e programa de governo é clara e pacífica.
Em um movimento sincronizado a candidatura conservadora e imprensa se esforçam para criar "fatos" favoráveis e esconder o que não interessa. Enquanto o candidato Serra propagandeia que Dilma trocou seu programa eleitoral, a imprensa repercute com estardalhaço o discurso do candidato. No entanto nada é noticiado sobre o fato da candidatura Serra ter descumprido a exigência legal de apresentar o seu programa de governo. Cortina de fumaça, a mesma tática do "dossiê" que nunca existiu.
Em uma sucessão de equívocos, a campanha usa como bordão o preparo do candidato e sua capacidade de planejar, mas não tem sequer um programa de governo a apresentar. O fato demonstra a incapacidade do campo político conservador em elaborar uma proposta política que contenha um projeto de nação para o Brasil.
O País, que almeja assumir um papel de negociador no cenário internacional, mereceria ter uma democracia mais robusta, com debate mais franco e propositivo entre suas forças políticas, para que ficasse clara a possibilidade de escolha entre caminhos políticos distintos. A proposta da centro-esquerda está posta: crescimento sustentável com justiça social; sem propostas próprias o campo conservador, tenta se apropriar da proposta alheia e dizer que é sua.
A ausência das diretrizes do programa de governo do Serra não é um deslise ou uma falha, mas sim um sintoma da doença que atinge a direita nativa: sua redução a um amontoado de caciques com discursos sem propostas, com manobras táticas sem estratégia. A campanha Tucana sinaliza à esquerda e vira à direita. Afirma que vai continuar tudo igual, mas que tudo vai mudar.
Sem programa e sem estratégia, sua tática é arriscada, pois tenta sustentar a candidatura afirmando ao mesmo tempo duas coisas distintas: que o Governo Lula é bom, e que o Governo Lula é ruim. Ao tentar confundir a todos, confunde inclusive os seus próprios seguidores, planta desconfiança entre suas fileiras e os obriga a lançar mão da calúnia e do preconceito como argumento eleitoral.
O campo conservador se acostumou a manter o poder através de truques eleitorais com apoio da mídia. No entanto esta técnica perdeu sua eficácia absoluta, hoje precisam enfrentar um Mister M digital. Os tempos de conforto do exercício do poder absoluto os deixaram mal acostumados e destreinados, e hoje assistem o seu poder tradicional se dissolvendo lentamente, enquanto chafurdam nas redações atrás de um projeto para o país.
Nestas circunstâncias embaraçosas para tucanos e aliados, parece até ser um luxo a candidatura petista ter dois ou mais programas disponíveis para registrar. Por solidariedade poderia emprestar um deles aos tucanos, para tentar elevar o nível do debate político no país.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Oposição sem rumo
A direita conservadora está em crise no Brasil. Os conservadores do país se envergonham de sê-lo, e negam também que são de direita reafirmando o bordão pós queda do muro de Berlim, de que não existe mais direita nem esquerda. No entanto este bordão só é repetido pela direita, pois as esquerdas se orgulham de continuar sendo esquerda.
A antiga vantagem atribuída a direita de ser sempre unida, enquanto a esquerda sempre se divide, talvez não seja mais tão válida quanto foi um dia, pois hoje as esquerdas continuam divididas, mas a direita começa a apresentar rachaduras indeléveis.
Parte do seu público cativo, a elite e o empresariado, estão hoje contentes com o governo de centro-esquerda e não encontram muitas vantagens em continuar apoiando o discurso conservador, pois passaram a acreditar que esses trazem mais risco ao país do que aqueles. Neste movimento muitos políticos de centro foram atraídos para o campo governista com o objetivo de desfrutar das vantagens inerentes.
Com a dificuldade da direita em manter seus quadros e atrair novos, manter a atualidade do seu discurso e tecer alianças, o seu rumo político passou a ser errático e pavloviano: só agem de maneira condicionada a repercussão dos seus atos. E como a grande imprensa é parte integrante da direita conservadora, as repercussões são distorcidas e viciadas, tornando-se uma referência móvel. A grande mídia divide-se entre manter o otimismo da campanha e mandar recados avisando a oposição sobre seus erros gritantes, confundindo-os.
A própria elite política de direita não se junta mais como antes, pois estão envergonhados um dos outros, e isso se torna mais evidente na relação PSDB e DEM, pois o primeiro está obviamente com vergonha do segundo, principalmente devido a corrupção do DF. O PSDB ainda se envergonha do governo Yeda no RS, e os candidatos locais se envergonham de estarem ao lado de um provável perdedor, o Serra. Todos estão se evitando, como evitam o FHC em atos públicos.
A dificuldade na escolha do vice revelou uma grande deficiência na sua capacidade de articulação política. Os "vai e vens" constantes deixam claro que os movimentos são táticos e não estratégicos, e que os líderes políticos da oposição estão perdidos, à deriva. A falta de habilidade na condução do processo é latente, chegando ao amadorismo dar a tarefa ao Roberto Jeferson de anunciar o vice fake Álvaro Dias, que ficou apenas alguns dias como vice. Agora o Indio da Costa (DEM/RJ) foi escolhido para vice, pelo DEM do RJ, para sobrar uma vaga na Câmara para Rodrigo Maia, que corria o risco de ser um cacique sem índio.
A forma desastrosa como foi conduzida a escolha do vice Demo-Tucano antecipa o desestre que seria a articulação política caso fossem eleitos. Em resumo a direita está sem rumo. Não se assume como direita, se envergonha dos seus pares, dos seus governos e das suas bandeiras históricas. Neste momento nem os conservadores se sentem seguros de votar na direita nativa.
Eleições 2010
Eu apóio Dilma para Presidente
Em São Paulo
- Mercadante - Governador
- Marta - Senadora
- Paulo Teixeira - Deputado Federal
- Simão Pedro - Deputado Estadual
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Dossiê: para a mídia gato tucano é sempre lebre
Agora livro virou dossiê! No mundo encantado da mídia gato tucano é sempre lebre
O livro “Os porões da privataria” do jornalista Amaury Ribeiro Jr surgiu de uma pesquisa de muitos anos. O Jornalista - contratado do Estado de Minas, jornal aliado ao Aécio Neves - foi designado para levantar informações contra o Serra a fim de abastecer a briga interna do PSDB. Quando a briga tucana arrefeceu o jornalista foi dispensado da tarefa, e com o material levantado resolveu escrever um livro.
Ou seja, o livro que está arrepiando as penas tucanas foi chocado em seus próprios ninhos. Tamanha é a preocupação dos tucanos com o livro que eles resolveram partir para a tática do ataque como melhor defesa. Para atenuar o impacto convocaram a grande mídia para afirmar insistentemente que o tal livro seria um "dossiê" comprado pela campanha da Dilma. Estratégia: repetir mil vezes uma mentira até que se torne uma verdade.
A campanha tucana está desesperada, pois não para de cair nas pesquisas Morro abaixo. O livro causa estresse não por suas novidades, mas por organizar didaticamente informações já conhecidas sobre o processo de privatizações, e os benefícios diretos concedidos à elite política tucana e seus familiares. Claro que os parentes do Serra, filha, genro e primo, estão entre os "supostos" beneficiados.
Para a campanha do Serra a maneira encontrada de minimizar o impacto do livro-bomba (ou livro-lebre) foi acusar o PT de montá-lo por meio de espionagem. Ilusionismo midiático: distrair a atenção das pessoas com factóides para ocultar um truque. Assim se tenta criar uma cortina de fumaça com dupla funcionalidade: fazer com que as pessoas não prestem atenção no livro; e caluniar o PT e a campanha da Dilma. A mídia e oposição (essa "gente que mente"?), querem nos vender este gato como se lebre fosse. Não compro!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Israel ataca ajuda humanitária
Veja abaixo vídeo com imagens do ataque de Israel a barcos de ajuda humanitária. A imprensa israelense fala em 16 mortos e dezenas ou centenas de feridos.
Israel não age como quem quer a paz. Este ataque ocorreu um dia antes do encontro entre os presidentes dos EUA e de Israel. Este tipo de operação não foi um fato isolado, foi planejado e autorizado.
Meses atrás Israel anunciou a construção de novos assentamentos na Jerusalém Palestina um dia antes do encontro com um emissário americano.
Estes atos são deliberados e são recados muito claros de Israel para o mundo sobre sua disposição beligerante e sua capacidade de aprofundar conflitos.
Já passou da hora da comunidade internacional se manifestar de maneira clara e contundente contra a ação militar Israelense.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Serra, o gênio da diplomacia
Serra, depois de provocar mal estar entre Argentinos, Uruguaios e Paraguaios afirmando que o Mercosul "é uma farsa", resolveu mostrar para o eleitor como é um gênio da diplomacia. Afirmou que "A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia. O governo boliviano é cúmplice disso."
O Governo da Bolívia reagiu, claro. Disse o ministro da Presidência da Bolívia, Oscar Antezana: "Isso não me parece correto, cabível. Se ele sabe algo, que diga o que sabe e siga os trâmites legais para fazer a denúncia. Se não fizer, ele é que é o cúmplice". E agora José? Na política externa não se admite acusações sem provas, pois estas costumam ser usadas como estopim para se fazer uma guerra.
Se Serra, por um acidente, virasse presidente, já começaria colecionando as trapalhadas diplomáticas desde a campanha. Ou ele acha que os vizinhos esquecerão suas palavras por terem sido ditas "no calor da campanha"? A campanha nem esquentou ainda e as pérolas do candidato da direita já abundam. É uma vergonha para o Brasil.
No primeiro momento de sua estabanada tática diplomática Serra afirmou que: "A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso. Quem tem que enfrentar essa questão? O governo federal."
Era uma tentativa de dizer que o governo federal não age. Mas como o governo federal vai "enfrentar esta questão", se o "Governo Boliviano é cúmplice" do narcotráfico? Será que Serra entendeu que está propondo que o Brasil enfrente a Bolívia? Será que percebeu que está afirmando que o Estado Boliviano é cúmplice de crimes?
A diplomacia e a força são as duas únicas vias para "enfrentar" um outro país. Se Serra esperasse ser um presidente diplomático já teria começado muito mal: criando embaraço. Considerando o jeito que age, ele parece não esperar ser presidente de fato, ou pelo menos não um presidente inteligente. Mas, caso o Serra fosse irresponsavelmente eleito, e pretendesse usar a força, já teria começado bem: com acusações sem prova. Como Bush contra o Iraque e o Afeganistão.
Em um segundo momento, já percebendo que poderia ter protagonizado outra gafe internacional, afirmou que o governo boliviano faz "corpo mole". Amenizou o tom, passando o governo boliviano de cúmplice a leniente. Quando refletiu mais um pouco sobre a gravidade de sua genialidade, resolveu afirmar que o que disse não era motivo para incidente diplomático: "Por quê? A melhor coisa diplomática é o governo da Bolívia passar a combater ativamente a entrada de cocaína no Brasil, não apenas o Brasil combater". Ah, então quer dizer que o governo federal está combatendo, fazendo o seu papel?
Que confusão! Esta confusão toda é porque Serra está perdido, porque não para de cair nas pesquisas. Está querendo aparentar ser firme para ver se reverte o quadro, e se para isso tiver que criar conflitos com os países vizinhos, tudo bem... afinal o que são estes povos perto do seu projeto particular de poder? Mas acredito que o Brasil dará mostras de sua maturidade política e da responsabilidade do seu povo, e derrotará nas urnas o candidato da oposição. Demonstrará que não dá lastros à políticos gananciosos, destes que não hesitam em colocar seu projeto pessoal de poder acima da nação e dos povos vizinhos.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Serra é preconceituoso ou mal informado?
Será que o Serra falou sério sobre os porquinhos, ou brincou sobre os chineses?
sábado, 24 de abril de 2010
Serra: o vizinho desagradável
Serra disse sobre o Mercosul: “não tem sentido carregar o Mercosul”, "é uma farsa” e "uma barreira para que o Brasil possa fazer acordos comerciais". E ainda: "Vai fazer um acordo ... tem que levar os outros quatro países. Isso dificulta os acordos de livre comércio pelo mundo afora".
Ao criticar o Mercosul serra demonstrou que: ou a) suas opções ideológicas, divergentes das de esquerda, não primam pela integração regional, ou que b) sua comemorada "experiência em campanhas" não evita gafes internacionais.
As duas demonstrações são esclarecedoras. Se Serra tentar consertar o que disse, dizer que agora ele vai "melhorar" o Mercosul, porque com Lula é "muito ruim", ele vai deixar claro que sua estratégia de campanha é a falsidade, a mentira. Quando ele diz que vai "melhorar" as coisas, na verdade ele gostaria de dizer que vai mudar tudo, mas não tem coragem. E mente porque sabe que se dissesse a verdade seria derrotado.
Se Serra não cometeu um deslise, mas sim deu uma declaração que ele não tentará consertar depois, esta posição demonstra claramente qual o projeto que ele e os tucanos tem para o Brasil: um país que despreza dos vizinhos, que os considera como pesos a serem carregados, e que prefere acordos bilaterais com as potências. De preferência um acordo Caracu com os EUA...
Eu creio que foi um misto dos dois: ele disse o que pensa realmente, e depois percebeu que não pode sair dizendo qualquer coisa por aí. Ele, seus assessores próximos, seus torcedores e fiéis eleitores, perceberam que o Serra não é tão preparado como julga ser. Se fosse, já começaria a se comportar como presidente antes mesmo de vir a ser, pois se ele fosse eleito já começaria em dificuldades e tendo que se explicar com os vizinhos.
O fato dele se comportar como mero candidato mostra que ele não pensa como presidente, que ele não pensa nas conseqüências diplomáticas do que diz. Caso não seja isso, mostra que ele é uma pessoa profundamente insensível, que está preparado para agir como cão de guarda das elites nacionais (e yankes) e que isso ultrapassa qualquer sentimento de respeito ao próximo.
De qualquer maneira, Serra mostrou sua cara, atraiu a desconfiança dos vizinhos e plantou insegurança entre seus seguidores, que perceberam seu despreparo.
Ao criticar o Mercosul serra demonstrou que: ou a) suas opções ideológicas, divergentes das de esquerda, não primam pela integração regional, ou que b) sua comemorada "experiência em campanhas" não evita gafes internacionais.
As duas demonstrações são esclarecedoras. Se Serra tentar consertar o que disse, dizer que agora ele vai "melhorar" o Mercosul, porque com Lula é "muito ruim", ele vai deixar claro que sua estratégia de campanha é a falsidade, a mentira. Quando ele diz que vai "melhorar" as coisas, na verdade ele gostaria de dizer que vai mudar tudo, mas não tem coragem. E mente porque sabe que se dissesse a verdade seria derrotado.
Se Serra não cometeu um deslise, mas sim deu uma declaração que ele não tentará consertar depois, esta posição demonstra claramente qual o projeto que ele e os tucanos tem para o Brasil: um país que despreza dos vizinhos, que os considera como pesos a serem carregados, e que prefere acordos bilaterais com as potências. De preferência um acordo Caracu com os EUA...
Eu creio que foi um misto dos dois: ele disse o que pensa realmente, e depois percebeu que não pode sair dizendo qualquer coisa por aí. Ele, seus assessores próximos, seus torcedores e fiéis eleitores, perceberam que o Serra não é tão preparado como julga ser. Se fosse, já começaria a se comportar como presidente antes mesmo de vir a ser, pois se ele fosse eleito já começaria em dificuldades e tendo que se explicar com os vizinhos.
O fato dele se comportar como mero candidato mostra que ele não pensa como presidente, que ele não pensa nas conseqüências diplomáticas do que diz. Caso não seja isso, mostra que ele é uma pessoa profundamente insensível, que está preparado para agir como cão de guarda das elites nacionais (e yankes) e que isso ultrapassa qualquer sentimento de respeito ao próximo.
De qualquer maneira, Serra mostrou sua cara, atraiu a desconfiança dos vizinhos e plantou insegurança entre seus seguidores, que perceberam seu despreparo.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Globo reforça slogan do Serra com mensagens subliminares
A Globo está veiculando uma vinheta comemorando seus 45 anos. Como sabemos a Globo é especialista em manipulação e mensagens subliminares. Neste caso as coincidências são escandalosas demais para serem meras.
Assista à vinheta abaixo. Lembro aos incautos que o slogan do Serra para esta campanha é: "O Brasil pode mais"
A frase "Brasil muito mais" seguida de "é a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais".
E ainda tem "mais", aliás, palavra repetida 7 vezes em apenas 30 segundos:
"com muito mais vontade de querer ainda mais qualidade"
"todos queremos mais, educação, saúde e, é claro, amor e paz"
É uma associação insistente, que termina com o logo da Globo acompanhada do número 45, reproduzindo a disposição do logo do PSDB, como podemos ver na imagem abaixo.
É uma associação insistente, que termina com o logo da Globo acompanhada do número 45, reproduzindo a disposição do logo do PSDB, como podemos ver na imagem abaixo.
Será mera coincidência?
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Mídia e a oposição política - PSDB o partido das Massas Cheirosas
A FSP parece estar muito disposta a enterrar o restinho de sua credibilidade nestas eleições. Largou na frente de todos os outros veículos engajados na campanha do Serra, e promete protagonizar momentos históricos, que serão usados como exemplos emblemáticos da mídia partidarizada e parcial nos cursos de jornalismo.
O vídeo abaixo é um ótimo concorrente ao Troféu Imprensa Vendida 2010. Mas acredito que outros concorrentes mais fortes virão, apesar da Catanhêde ser uma forte concorrente na categoria "Torcida Organizada".
Sorte que a Folha, Estadão, O Globo, Veja, entre outros estão se transformando em publicações de nicho ideológico: só compra quem já concorda. A TV Globo ainda permanece como o maior desafio, pois alcança o grande público. No entanto seu poder de convencimento está cada vez menor, pois está perdendo audiência e credibilidade ao longo do tempo.
Bem, é mister dizer que o Governo Lula não trabalhou para democratização das comunicações e manteve como Ministro das Comunicações um aliado da Globo. Alimentou os Aligators todo este tempo com fartas verbas publicitárias.
Apesar de preferirem a carne dada pela direita, mais cheirosa, não negam a carne com cheiro de povo e gosto de centro-esquerda. Mas ultimamente só pensam em comer a mão do tratador.
O vídeo abaixo é um ótimo concorrente ao Troféu Imprensa Vendida 2010. Mas acredito que outros concorrentes mais fortes virão, apesar da Catanhêde ser uma forte concorrente na categoria "Torcida Organizada".
Sorte que a Folha, Estadão, O Globo, Veja, entre outros estão se transformando em publicações de nicho ideológico: só compra quem já concorda. A TV Globo ainda permanece como o maior desafio, pois alcança o grande público. No entanto seu poder de convencimento está cada vez menor, pois está perdendo audiência e credibilidade ao longo do tempo.
Bem, é mister dizer que o Governo Lula não trabalhou para democratização das comunicações e manteve como Ministro das Comunicações um aliado da Globo. Alimentou os Aligators todo este tempo com fartas verbas publicitárias.
Apesar de preferirem a carne dada pela direita, mais cheirosa, não negam a carne com cheiro de povo e gosto de centro-esquerda. Mas ultimamente só pensam em comer a mão do tratador.
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