Veja com seus próprios olhos e escute com os seus próprios ouvidos o que José Dirceu disse sobre a liberdade de imprensa. Depois leia as manchetes da grande mídia:
E aí, se sentiu manipulado?
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Presidente Lula Ensina: Luta de Classes não é lenda lenda...
Caros leitores, de esquerda, de direita, indignados úteis e desclassificados, os mais nobres entre eles. Eis um vídeo da série Lula Ensina: O que é Luta de Classes.
Esteve na moda dizer que o Marxismo é antiquado e que a luta de classes não existe. A elite é bastante preocupada em andar na moda...
No embalo intelectual a elite, que considera jornalista = filósofo, esquece que a luta de classes existe, e o faminto bate a sua porta. Mesmo que seja um Faminto 2.0: com fome de informação limpa.
É uma categoria explicativa da realidade que é representativa e concreta, de fato. Tanto que se concretiza em votos. Para quem duvida que ela exista, está aqui a prova:
Esteve na moda dizer que o Marxismo é antiquado e que a luta de classes não existe. A elite é bastante preocupada em andar na moda...
No embalo intelectual a elite, que considera jornalista = filósofo, esquece que a luta de classes existe, e o faminto bate a sua porta. Mesmo que seja um Faminto 2.0: com fome de informação limpa.
É uma categoria explicativa da realidade que é representativa e concreta, de fato. Tanto que se concretiza em votos. Para quem duvida que ela exista, está aqui a prova:
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Serra: o que ele queria dizer quando disse...
Uma reveladora edição do Seja Dita Verdade sobre o programa eleitoral de José Serra.
Roriz confessa crime diante das câmeras
Luz, câmera, ação...
Roriz confirma ser grileiro, invasor de terras e "faveleiro". Esse é o nível da política do país. Esse é o nível do aliado de Serra no DF
Roriz confirma ser grileiro, invasor de terras e "faveleiro". Esse é o nível da política do país. Esse é o nível do aliado de Serra no DF
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Serra: "Faz de conta que não vim"... Não tem preço !!!
O raivoso defensor da imprensa livre protagonizou estes impagáveis momentos:
Transformar a filha em acionista do MercadoLivre: R$ 300 milhões. Comprar a Veja: 2,37 milhões. "Faz de conta que não vim..." Não tem preço !!!
Diz defender a liberdade de imprensa, mas intimida e manda demitir jornalistas que lhe colocam em saias justas, como é sabido até pelos asseclas. E mostra seu lado agressivo e autoritário, comportamento indesejável para o líder máximo da nação.
Um fato ainda não inteiramente assimilado foi demonstrado pela pesquisa qualitativa do debate RedeTV/Folha. O eleitor não gosta de agressões e discurso que não esteja relacionado à propostas e programa de governo.
José Serra não registrou programa de governo junto ao TSE, apenas dois discursos de pré-campanha, que em linguagem técnica é denominado de Trololó. Não tem o que propor a não ser melhorar o que está sendo feito, o que confere clara vantagem à Dilma e ao PT. Continuidade, claro.
Tudo o que propõe de novo agrada aos velhos amantes das fardas no poder. Que já não são tantos assim, vamos combinar. O Brasil merece uma direita melhor, mais programática, mais ética, mais honesta com seus próprios interesses. Nossa direita pensa em conquistar o voto estimulando o preconceito: jurássico, truculento, totalitário.
Os tucanos nossa reta final de campanha poderiam promover um debate em alto nível: registrem o programa da oposição no TSE, e debatam em cima de programa para o país. Defendemos que esta aliança de centro-esquerda, a despeito de suas contradições condenáveis, continua sendo o projeto político mais viável para o Brasil moderno.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
José W. Serra: "PT possui armas de destruição em massa"
Como nos EUA o Serra quer ter o direito de fazer, ter e usar armas de destruição em massa e, apesar disso, acusa sem provas os desafetos de tê-las e se sente no direto de atacá-los "preventivamente".
Ué, já vi esse filme antes... E não é por acaso que se assemelha com a invasão do Iraque, é simplesmente porque a extrema direita americana e a brasileira são bem parecidas mesmo: mentem e manipulam a opinião pública.
Apresentam ilações e acusações sem prova e a mídia aliada dissemina como se fosse uma verdade escandalosa de maneira insistente e exaustiva.
O ataque defensivo de Serra tem dois objetivos: desviar a campanha do debate político e de programa de governo, talvez porque não tenha um; e armar uma cortina de fumaça para a verdade sobre o enriquecimento ilícito de pessoas da sua família ligadas a ele.
Você topa ser manipulado desta maneira?
Ué, já vi esse filme antes... E não é por acaso que se assemelha com a invasão do Iraque, é simplesmente porque a extrema direita americana e a brasileira são bem parecidas mesmo: mentem e manipulam a opinião pública.
Apresentam ilações e acusações sem prova e a mídia aliada dissemina como se fosse uma verdade escandalosa de maneira insistente e exaustiva.
O ataque defensivo de Serra tem dois objetivos: desviar a campanha do debate político e de programa de governo, talvez porque não tenha um; e armar uma cortina de fumaça para a verdade sobre o enriquecimento ilícito de pessoas da sua família ligadas a ele.
Você topa ser manipulado desta maneira?
Zé Serra, o estelionatário Político
Nesta campanha o "Zé" está abusando do estelionato político: obtendo vantagens em prejuízo alheio induzindo pessoas ao erro através de ardil.
Mudou de nome de José Serra para "Zé" Serra, para parecer um popular, se associa à imagem de Lula prometendo continuidade, mente dizendo que criou o FAT, Seguro Desemprego e o Bolsa Família.
No entanto as pessoas hoje tem mais acesso às informações e abundam pela internet desmentidos sobre a paternidade do FAT, Seguro Desemprego, Bolsa Família, todo mundo sabe que ele é oposição e que sempre se chamou de José Serra, e não de "Zé" Serra.
Mudou de nome de José Serra para "Zé" Serra, para parecer um popular, se associa à imagem de Lula prometendo continuidade, mente dizendo que criou o FAT, Seguro Desemprego e o Bolsa Família.
No entanto as pessoas hoje tem mais acesso às informações e abundam pela internet desmentidos sobre a paternidade do FAT, Seguro Desemprego, Bolsa Família, todo mundo sabe que ele é oposição e que sempre se chamou de José Serra, e não de "Zé" Serra.
Quebra de Sigilo. Sigilo o quê? A opinião do povo e a opinião da mídia...
Preciso confessar: violei o sigilo da conversa duas senhoras na fila do banco. Não consegui resistir e prestei atenção na conversa delas sobre política. Vou reproduzir um trecho o diálogo, com alguma imprecisão:
• O que você acha dessa história de quebra de sigilo?
• Você já declarou Imposto de Renda alguma vez na vida?
• Não
• Então.. nem eu. Todo mundo sabe que eu sou pobre, não preciso esconder isso de ninguém, não preciso de sigilo nenhum. Esse tal de sigilo sempre esconde bandido, ladrão, e depois eles vem falar que é pra proteger a gente. Pobre não precisa disso não, eu não caio nessa.
• Em quem você vai votar?
• Vou votar na Dilma, é claro. Minha vida melhorou, todo mundo da minha família tá empregado, as crianças estão na escola, não falta comida boa e nós conseguimos comprar um monte de coisas lá pra casa.
• É, eu também tô achando o voto mais certo
É necessário dizer que o direito ao sigilo é um direito à privacidade, que todos devem ter esse direito preservado, seja de rico ou seja de pobre, não deve ser violado. Reproduzo este diálogo captado através das ondas sonoras em local público não para endossar alguma opinião, mas sim por considerar que é representativo da opinião popular.
E é a respeito disso, da opinião popular, que o PSDB e a grande mídia estão demonstrando nada entenderem. E também não estão entendendo que sua influência e seu poder de causar "efeito dominó na opinião pública" não é mais o mesmo. Quanto eles tentam usar seus super-poderes e eles falham, ficam irritados e indignados, como os reis e suas cortes devem ter se sentido em relação ao surgimento da república.
Um tempo atrás o que se publicava nos jornais, e principalmente o que se mostrava na TV, formava a "opinião pública", que era reproduzida pelos "formadores de opinião" às pessoas menos instruídas e o efeito em cascata acontecia, conferindo uma desproporcional influência os meios de comunicação sobre o processo político. O país está mudando e as pessoas também, que hoje possuem mais opinião própria e, apesar de continuar assistindo TV, já não acreditam em tudo que ouvem. Consomem um pouco mais criticamente.
• O que você acha dessa história de quebra de sigilo?
• Você já declarou Imposto de Renda alguma vez na vida?
• Não
• Então.. nem eu. Todo mundo sabe que eu sou pobre, não preciso esconder isso de ninguém, não preciso de sigilo nenhum. Esse tal de sigilo sempre esconde bandido, ladrão, e depois eles vem falar que é pra proteger a gente. Pobre não precisa disso não, eu não caio nessa.
• Em quem você vai votar?
• Vou votar na Dilma, é claro. Minha vida melhorou, todo mundo da minha família tá empregado, as crianças estão na escola, não falta comida boa e nós conseguimos comprar um monte de coisas lá pra casa.
• É, eu também tô achando o voto mais certo
É necessário dizer que o direito ao sigilo é um direito à privacidade, que todos devem ter esse direito preservado, seja de rico ou seja de pobre, não deve ser violado. Reproduzo este diálogo captado através das ondas sonoras em local público não para endossar alguma opinião, mas sim por considerar que é representativo da opinião popular.
E é a respeito disso, da opinião popular, que o PSDB e a grande mídia estão demonstrando nada entenderem. E também não estão entendendo que sua influência e seu poder de causar "efeito dominó na opinião pública" não é mais o mesmo. Quanto eles tentam usar seus super-poderes e eles falham, ficam irritados e indignados, como os reis e suas cortes devem ter se sentido em relação ao surgimento da república.
Um tempo atrás o que se publicava nos jornais, e principalmente o que se mostrava na TV, formava a "opinião pública", que era reproduzida pelos "formadores de opinião" às pessoas menos instruídas e o efeito em cascata acontecia, conferindo uma desproporcional influência os meios de comunicação sobre o processo político. O país está mudando e as pessoas também, que hoje possuem mais opinião própria e, apesar de continuar assistindo TV, já não acreditam em tudo que ouvem. Consomem um pouco mais criticamente.
Quebra de sigilo: ligando os pontos
Ligando os pontos:
a) O "Zé" Serra (o Rei dos Dossiês, uma pessoa que muda de nome, que mente sobre programas que não criou, e tenta enganar as pessoas se associando a imagem do Lula) aparece chorando e acusando sem apresentar provas;
b) a mídia, sabidamente manipuladora, reproduz insistentemente um assunto secundário, que não diz respeito a propostas nem Programa de Governo;
c) o tal sigilo quebrado não está sendo usado pelo PT como argumento de campanha, e só o "Zé" tenta se beneficiar do episódio;
d) há fortes indícios de enriquecimento ilícito de tucanos, que será denunciado no livro "Os Porões da Privataria"; e
e) o "Zé" está despencando nas pesquisas, desesperado com a imagem do rabecão a carregar seu caixão político.
Que imagem aparece ao ligar os pontos? Manipulação! Fique atento, desconfie dos "fatos novos" às vésperas da eleição, pois os Demotucanos e a mídia tentarão fabricá-los como sempre fazem em todas as eleições desde a redemocratização.
"Zé" Serra, o Rei dos Dossiês
O brasileiro ainda paga muito caro por não gostar de política, pois acaba elegendo, com boa fé, pessoas de má fé. No entanto o cenário está se modificando aos poucos e cada vez mais as pessoas acompanham a política.
E quem acompanha a política acaba por concordar com o Ciro Gomes: "Serra numa campanha é garantia de baixaria". Todos sabem que quando o "Zé" Serra participa do processo sempre existem ataques abaixo da linha da cintura.
Como todos sabem disso muitos se previnem contra, se armando com os famosos dossiês. Todos sabem que o Serra produz, possui e usa dossiês o tempo inteiro, inclusive seus aliados são os que mais sabem disso: "Zé" Serra é o Rei dos Dossiês.
Para quem duvida, veja o que até a Veja disse nas eleições de 2002: http://veja.abril.com.br/200302/p_038.html
E quem acompanha a política acaba por concordar com o Ciro Gomes: "Serra numa campanha é garantia de baixaria". Todos sabem que quando o "Zé" Serra participa do processo sempre existem ataques abaixo da linha da cintura.
Como todos sabem disso muitos se previnem contra, se armando com os famosos dossiês. Todos sabem que o Serra produz, possui e usa dossiês o tempo inteiro, inclusive seus aliados são os que mais sabem disso: "Zé" Serra é o Rei dos Dossiês.
Para quem duvida, veja o que até a Veja disse nas eleições de 2002: http://veja.abril.com.br/200302/p_038.html
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Pau que bate em Zé não bate em José
O desespero de José Serra é escandaloso, a ponto do candidato mudar de nome: Zé O tucano - que nunca havia utilizado "Zé", sempre "José" - se desespera para fazer parecer popular. Sua propaganda cita Lula e tenta tornar o candidato mais popular, coisa que nunca foi, mas deixa muito claro que os tucanos não se sentem à vontade em trajes populares, e o que acaba aparecendo é um candidato fake, uma caricatura de si próprio.
Ele gostaria de vender uma imagem para a elite, como mais técnico, mais estudado, mais preparado, e passar a imagem que o PT é formado por um bando de sindicalistas incompetentes. Mas a verdade factual não o deixa mentir, pois o Governo Lula foi competente, e isso é reconhecido por quase todos no país, excetuando aqueles que perderam o poder.
O ritmo nordestino utilizado no seu programa parece tão natural quanto o samba no pé do turista japones que desembarca no carnaval carioca. Também parece gringo no samba quando diz que tem origem humilde. Quando diz que o Brasil tem graves problemas na saúde, educação, segurança pública e drogas, parece ter amnésia em relação aos governos tucanos em SP, estado que enfrenta crise exatamente nestas questões.
E os tucanos ainda insistem em mentir e dizer que o José Serra criou o FAT, mas o verdadeiro José Serra aparece uma vez no programa eleitoral, quando fala em inglês na ONU, submisso, e não altivo como nosso Presidente que fala em português e é entendido por todos que sabem o que é pobreza, em qualquer língua, em qualquer parte do mundo. O verdadeiro José é aquele de manda a polícia descer o cassetete nos professores, mostrando que pau que bate em Zé não bate em José.
Mas o auge é o refrão do jingle que cita o Lula tentando confundir a população associando a sua imagem a de continuidade: "quando Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá...". Essa malandrisse dispensa comentários. Ao menos foi sincero quando disse que batalhou muito para se apresentar como candidato. Batalhou mesmo: contra Roseana Sarney, contra Aécio Neves, contra Alckmin, contra o DEM e contra todos seus aliados que apareceram no seu caminho. Também por isso foi abandonado à própria sorte pelos que deveriam ser seus aliados, e caminhará sozinho até outubro, talvez acompanhado somente pela imprensa.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
1º horário eleitoral noturno - comentários
PT: o horário eleitoral noturno recorreu muito mais ao Lula que o diurno: estratégia boa, mas talvez cansativa... parcimônia, estamos apenas no começo.
O diálogo de Lula com Dilma do Oiapoque ao Chui não poderia parecer natural, nunca. Me senti um bêbado com a câmera balançando de lá prá cá, e a paisagem mexendo ao fundo passou uma imagem de instabilidade. Não precisava desse "recurso moderno", pareceu muito apelativo, enjoativo e me atacou a labirintite.
A Dilma falou por um bom tempo olhando para um "suposto interlocutor" sem olhar para a câmera. A música do final não comunicou nada, não emocionou e pareceu apelativa. Erros do marqueteiro. Razoável, o diurno foi melhor.
PV: comunicou a mensagem, mas foi apelativo nas imagens. Parecia o apocalipse bíblico, só faltou a Marina se apresentar como o Gênesis. É um discurso de vanguarda, pena que o PV seja praticamente uma legenda de aluguel.
PSOL: faz tanto tempo que eu torço para ter um bom partido de esquerda no Brasil, mas ainda não chegou o tempo... O PSOL infelizmente insiste em ser um tipo especial de vanguarda: a ultrapassada. Camaradas... precisamos de propostas realistas, por favor. Sobre a corrupção, recomendo aos seus militantes a leitura de "Partidos Políticos" de Robert Michels, para entender que o problema não é de partido x ou y, mas do sistema político "democrático".
O programa dos tucanos eu perdi, mas o diurno foi muito falso. Amanhã comento os dois juntos.
Outros: alguns marcam posição, e todos pareceram estelionatários políticos. Sem mais comentários...
Proporcional: não dá para assistir... Exceto quando o partido pede votos para a legenda, e olhe lá...
O diálogo de Lula com Dilma do Oiapoque ao Chui não poderia parecer natural, nunca. Me senti um bêbado com a câmera balançando de lá prá cá, e a paisagem mexendo ao fundo passou uma imagem de instabilidade. Não precisava desse "recurso moderno", pareceu muito apelativo, enjoativo e me atacou a labirintite.
A Dilma falou por um bom tempo olhando para um "suposto interlocutor" sem olhar para a câmera. A música do final não comunicou nada, não emocionou e pareceu apelativa. Erros do marqueteiro. Razoável, o diurno foi melhor.
PV: comunicou a mensagem, mas foi apelativo nas imagens. Parecia o apocalipse bíblico, só faltou a Marina se apresentar como o Gênesis. É um discurso de vanguarda, pena que o PV seja praticamente uma legenda de aluguel.
PSOL: faz tanto tempo que eu torço para ter um bom partido de esquerda no Brasil, mas ainda não chegou o tempo... O PSOL infelizmente insiste em ser um tipo especial de vanguarda: a ultrapassada. Camaradas... precisamos de propostas realistas, por favor. Sobre a corrupção, recomendo aos seus militantes a leitura de "Partidos Políticos" de Robert Michels, para entender que o problema não é de partido x ou y, mas do sistema político "democrático".
O programa dos tucanos eu perdi, mas o diurno foi muito falso. Amanhã comento os dois juntos.
Outros: alguns marcam posição, e todos pareceram estelionatários políticos. Sem mais comentários...
Proporcional: não dá para assistir... Exceto quando o partido pede votos para a legenda, e olhe lá...
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Heródoto Barbeiro foi demitido do Roda Viva após fazer pergunta ao Serra sobre pedágios
Democrático isso, não é José Serra?
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Serra não registra programa de governo. Impugnação?
O TSE deveria impugnar o registro da candidatura do conservador José Serra, por não ter apresentado as diretrizes do seu programa de governo como exige a regra eleitoral. No seu lugar foram entregues dois discursos proferidos pelo candidato em eventos partidários. A distinção entre discurso e programa de governo é clara e pacífica.
Em um movimento sincronizado a candidatura conservadora e imprensa se esforçam para criar "fatos" favoráveis e esconder o que não interessa. Enquanto o candidato Serra propagandeia que Dilma trocou seu programa eleitoral, a imprensa repercute com estardalhaço o discurso do candidato. No entanto nada é noticiado sobre o fato da candidatura Serra ter descumprido a exigência legal de apresentar o seu programa de governo. Cortina de fumaça, a mesma tática do "dossiê" que nunca existiu.
Em uma sucessão de equívocos, a campanha usa como bordão o preparo do candidato e sua capacidade de planejar, mas não tem sequer um programa de governo a apresentar. O fato demonstra a incapacidade do campo político conservador em elaborar uma proposta política que contenha um projeto de nação para o Brasil.
O País, que almeja assumir um papel de negociador no cenário internacional, mereceria ter uma democracia mais robusta, com debate mais franco e propositivo entre suas forças políticas, para que ficasse clara a possibilidade de escolha entre caminhos políticos distintos. A proposta da centro-esquerda está posta: crescimento sustentável com justiça social; sem propostas próprias o campo conservador, tenta se apropriar da proposta alheia e dizer que é sua.
A ausência das diretrizes do programa de governo do Serra não é um deslise ou uma falha, mas sim um sintoma da doença que atinge a direita nativa: sua redução a um amontoado de caciques com discursos sem propostas, com manobras táticas sem estratégia. A campanha Tucana sinaliza à esquerda e vira à direita. Afirma que vai continuar tudo igual, mas que tudo vai mudar.
Sem programa e sem estratégia, sua tática é arriscada, pois tenta sustentar a candidatura afirmando ao mesmo tempo duas coisas distintas: que o Governo Lula é bom, e que o Governo Lula é ruim. Ao tentar confundir a todos, confunde inclusive os seus próprios seguidores, planta desconfiança entre suas fileiras e os obriga a lançar mão da calúnia e do preconceito como argumento eleitoral.
O campo conservador se acostumou a manter o poder através de truques eleitorais com apoio da mídia. No entanto esta técnica perdeu sua eficácia absoluta, hoje precisam enfrentar um Mister M digital. Os tempos de conforto do exercício do poder absoluto os deixaram mal acostumados e destreinados, e hoje assistem o seu poder tradicional se dissolvendo lentamente, enquanto chafurdam nas redações atrás de um projeto para o país.
Nestas circunstâncias embaraçosas para tucanos e aliados, parece até ser um luxo a candidatura petista ter dois ou mais programas disponíveis para registrar. Por solidariedade poderia emprestar um deles aos tucanos, para tentar elevar o nível do debate político no país.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Oposição sem rumo
A direita conservadora está em crise no Brasil. Os conservadores do país se envergonham de sê-lo, e negam também que são de direita reafirmando o bordão pós queda do muro de Berlim, de que não existe mais direita nem esquerda. No entanto este bordão só é repetido pela direita, pois as esquerdas se orgulham de continuar sendo esquerda.
A antiga vantagem atribuída a direita de ser sempre unida, enquanto a esquerda sempre se divide, talvez não seja mais tão válida quanto foi um dia, pois hoje as esquerdas continuam divididas, mas a direita começa a apresentar rachaduras indeléveis.
Parte do seu público cativo, a elite e o empresariado, estão hoje contentes com o governo de centro-esquerda e não encontram muitas vantagens em continuar apoiando o discurso conservador, pois passaram a acreditar que esses trazem mais risco ao país do que aqueles. Neste movimento muitos políticos de centro foram atraídos para o campo governista com o objetivo de desfrutar das vantagens inerentes.
Com a dificuldade da direita em manter seus quadros e atrair novos, manter a atualidade do seu discurso e tecer alianças, o seu rumo político passou a ser errático e pavloviano: só agem de maneira condicionada a repercussão dos seus atos. E como a grande imprensa é parte integrante da direita conservadora, as repercussões são distorcidas e viciadas, tornando-se uma referência móvel. A grande mídia divide-se entre manter o otimismo da campanha e mandar recados avisando a oposição sobre seus erros gritantes, confundindo-os.
A própria elite política de direita não se junta mais como antes, pois estão envergonhados um dos outros, e isso se torna mais evidente na relação PSDB e DEM, pois o primeiro está obviamente com vergonha do segundo, principalmente devido a corrupção do DF. O PSDB ainda se envergonha do governo Yeda no RS, e os candidatos locais se envergonham de estarem ao lado de um provável perdedor, o Serra. Todos estão se evitando, como evitam o FHC em atos públicos.
A dificuldade na escolha do vice revelou uma grande deficiência na sua capacidade de articulação política. Os "vai e vens" constantes deixam claro que os movimentos são táticos e não estratégicos, e que os líderes políticos da oposição estão perdidos, à deriva. A falta de habilidade na condução do processo é latente, chegando ao amadorismo dar a tarefa ao Roberto Jeferson de anunciar o vice fake Álvaro Dias, que ficou apenas alguns dias como vice. Agora o Indio da Costa (DEM/RJ) foi escolhido para vice, pelo DEM do RJ, para sobrar uma vaga na Câmara para Rodrigo Maia, que corria o risco de ser um cacique sem índio.
A forma desastrosa como foi conduzida a escolha do vice Demo-Tucano antecipa o desestre que seria a articulação política caso fossem eleitos. Em resumo a direita está sem rumo. Não se assume como direita, se envergonha dos seus pares, dos seus governos e das suas bandeiras históricas. Neste momento nem os conservadores se sentem seguros de votar na direita nativa.
Eleições 2010
Eu apóio Dilma para Presidente
Em São Paulo
- Mercadante - Governador
- Marta - Senadora
- Paulo Teixeira - Deputado Federal
- Simão Pedro - Deputado Estadual
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